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Nestlé escolhe startups de Espanha e da Coreia do Sul para inovar na Península Ibérica

  • Jun 21
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Este artigo foi publicado originalmente n’O Jornal Económico a 11 de junho de 2022. Leia o original aqui.

 

As empresas sul-coreanas 10pple e Little One e a espanhola Shoppermotion destacaram-se entre mais de 70 candidatos pelo talento e potencial em co-criar o futuro da alimentação, nutrição e bem-estar e ganharam acesso à fase de co-criação e de exploração de sinergias comerciais.

Já estão escolhidas as três startups finalistas da edição do programa de inovação aberta da Nestlé, chamado “Start and Co” e organizado em parceria com a Nova School of Business & Economics (Nova SBE). As empresas sul-coreanas 10pple e Little One e a espanhola Shoppermotion destacaram-se internacionalmente pelo talento e potencial em co-criar o futuro da alimentação, nutrição e bem-estar.

O trio de startups terá agora oportunidade de poder colaborar com a Nestlé em Portugal e Espanha para tentar fazer crescer os seus projetos num ambiente real de mercado, com mentoria e formação. Ou seja, receberam o passaporte para a fase de co-criação e de exploração de sinergias comerciais.

“A cada edição [o programa] tem sido capaz de entregar ao mercado soluções verdadeiramente disruptivas e agregadoras que permitem ajudar os consumidores a melhor adequar as suas escolhas alimentares a hábitos de vida mais saudáveis e equilibrados, tirando partido de todo o potencial tecnológico da Internet of Things. Co-criar com estas startups é uma mais-valia para todos – empreendedores, Nestlé e academia -, entregando um benefício direto ao consumidor”, garante Andreia Vaz, diretora de Inovação da Nestlé.

O Start and Co 2022 foi a quarta edição do programa, ao qual se candidataram 80 startups e 48 das mesmas (de 23 países= foram consideradas e avaliadas para o ‘top 10’ da primeira fase de seleção: o pitch aos especialistas da Nestlé. Na segunda fase, a de matchmaking, o programa contou com quatro startups, de onde saíram estes finalistas.

“Este ano tivemos a oportunidade de conhecer diversas startups com um nível de maturidade avançado que nos surpreenderam com soluções inovadoras e que fazem sentido explorar. Esta parceria une o melhor dos três mundos: a academia, as empresas e as startups e é uma enorme inspiração acompanhar o desenvolvimento de ideias e projetos com tanto potencial”, disse Rui Coutinho, diretor executivo do Ecossistema de Inovação da Nova SBE.

Quem são as startups finalistas?

10pple – Desenvolveu uma tecnologia que permite prever e prevenir a obesidade nos animais de estimação, tendo respondido aos desafios “Interfaces digitais do futuro – Como podem os sistemas interagir sem descontinuidades com os consumidores, estando plenamente integrados com os seus hábitos de vida?” e “Novos canais (digitais) – Que novas formas chegar a todos os consumidores?”

Little One – Tem um projeto de dispositivos inteligentes para bebés com o objetivo de recolher e monitorizar diferentes aspetos das suas atividades diárias e respondeu ao desafio “Interfaces digitais do futuro – Como podem os sistemas interagir sem descontinuidades com os consumidores, estando plenamente integrados com os seus hábitos de vida?”

Shoppermotion – Criou uma tecnologia que fornece análises e dados em tempo real sobre o comportamento diário do cliente, tendo com este projeto respondido ao desafio “A ascensão do novo retalho – Respostas às novas tendências no retalho do futuro?”

Das anteriores edições em Portugal já resultaram 31 projetos pioneiros como a Buggle, a Fidufoods, a Goodbag, a Macco Robotics, a Petable, a Phamo e a Progrow, entre outras.

Vem aí um “furacão de fome”?

  • Jun 21
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Este artigo foi publicado originalmente n’O Jornal Económico a 18 de junho de 2022. Leia o original aqui.

 

“O número de toneladas de cereais bloqueadas pode triplicar para 75 milhões”, disse Zelensky. A Oxfam prevê que mais 28 milhões de pessoas fiquem subnutridas até ao fim do ano, somando 860 milhões de pessoas, 11% da população mundial.

A guerra na Ucrânia está a provocar uma crise alimentar mundial que se pode arrastar durante vários anos, alertou, a 18 de maio, o secretário-geral das Nações Unidas, numa reunião em Nova Iorque dedicada à segurança alimentar.

Segundo António Guterres, a escassez de cereais e de fertilizantes causada pelo conflito, combinada com o impacto das alterações climáticas e com as sequelas económicas e sociais da pandemia de Covid-19, “ameaçam atirar dezenas de milhões de pessoas para a insegurança alimentar, seguida da malnutrição e da fome generalizada”.

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DECO promove combate contra o desperdício alimentar

  • Jun 21
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Este artigo foi publicado originalmente n’O Jornal Económico a 9 de junho de 2022. Leia o original aqui.

As nossas decisões, tanto económicas, como ambientais, têm desgastado recursos que são escassos. Referimo-nos não só a alimentos, mas também à água e energia, solo agrícola, força de trabalho e matérias-primas necessárias para a produção alimentar e ainda ao nosso dinheiro.

A iniciativa “Alimentar Sem Desperdiçar”, um microprojecto lançado em março deste ano, e que já alcançou mais de 100 consumidores, quer chegar mais longe nesta luta tão premente.  

Por esse motivo, a DECO apresenta agora um vídeo sobre o tema. Pretende-se alertar e capacitar o consumidor para a tomada de decisões mais responsáveis e conscientes nas suas escolhas alimentares.

Na Europa, todos os anos, cerca de 89 milhões de toneladas de alimentos são deitados ao lixo. Em Portugal, estima-se que cada português desperdice cerca de 134 quilos de alimentos por ano. Enquanto isto um sexto da população mundial passa fome.

As nossas decisões, tanto económicas, como ambientais, têm desgastado recursos que são escassos.  Referimo-nos não só a alimentos, mas também à água e energia, solo agrícola, força de trabalho e matérias-primas necessárias para a produção alimentar e ainda ao nosso dinheiro.

vídeo* “Alimentar Sem Desperdiçar”, versão em português e inglês, pretende contribuir para uma economia circular, minimizando os impactos ambientais, financeiros e sociais do desperdício alimentar.

Reforçamos as dicas da DECO para reduzir a sua pegada ecológica.

  • Prefira alimentos sazonais e locais, de forma a evitar os gastos de transporte.
  • Tente respeitar as proporções das diferentes fatias da roda dos alimentos. Dê prioridade ao consumo de produtos de origem vegetal na sua alimentação diária. Limite o consumo de carnes vermelhas, pois a sua produção requer grandes áreas de terreno, água, energia e a própria alimentação do gado.
  • Opte por produtos biológicos pois não recorrem da fertilização química. São melhores para a sua saúde e para o ambiente.
  • Aproveite as sobras e torne-se um chefe inovador. É também importante, que, quando for às compras, leve o seu saco para os produtos em granel.

*Esta iniciativa da DECO é financiada pelos ACCIONAD-ODS, INTERREG V Espanha Portugal (POCTEP), com o apoio financeiro das ações locais para cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em especial os ODS nºs 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, 12 – Consumo e Produção Sustentável e 13 – Ação contra a Mudança Global do Clima.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço eletrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin e Youtube.

 

Inflação. Portugueses a partir dos 55 anos são os que têm mais dificuldades para pagar subida dos preços

  • Jun 20
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Este artigo foi publicado originalmente n’O Jornal Económico a 9 de junho de 2022. Leia o original aqui.

 

Sete em cada dez portugueses estão a sentir dificuldades em pagar as contas devido à subida dos preços.

Face à subida generalizada de preços, 72% dos portugueses estão a conter os gastos, especialmente as famílias em que o rendimento do agregado é inferior (87%), mas também os adultos entre os 55 e 64 anos (81%), os idosos entre os 65 e os 74 anos (80%), e os residentes em Lisboa (80%).

Segundo o novo estudo do Observador Cetelem Consumo em tempos de inflação 2022, seis em cada dez portugueses acreditam que as despesas irão aumentar nos próximos dos 12 meses, especialmente, os residentes da região Centro (70%). Por  sua vez, 31% tencionam aumentar as poupanças. Face ao inquérito de novembro de 2021, observa-se uma inversão da tendência, uma vez que nessa altura 59% pensavam aumentar as suas poupanças nos 12 meses seguintes.

Também há mais dificuldades no pagamento das despesas mensais fixas, com 59% dos cidadãos a declararem-no, registando-se o valor mais elevado dos últimos dois anos: era de 34% em junho de 2020 e de 42% em abril de 2021. Destes seis em cada dez portugueses, 26% revelam sentir muitas dificuldades e 33% algumas dificuldades. As faixas etárias dos 65 aos 74 anos (70%) e dos 55 aos 64 anos (69%) são os que aparentam ter uma maior dificuldade no pagamento das despesas fixas. O mesmo acontece com os inquiridos da classe com menores rendimentos (84%).

Numa análise regional, mais uma vez, os residentes da região Centro demonstram mais uma vez estar com dificuldades em lidar com a situação atual, ao serem aqueles que expressam ter mais dificuldades também com o pagamento das despesas fixas mensais (68%).

No que respeita às despesas extra, quase três em dez (27%) não têm capacidade de as suportar e outros tantos afirmam já terem recorrido às poupanças para fazer face ao aumento dos preços. Ainda assim, metade dos 55% que têm capacidade dizem que não conseguiriam suportar uma despesa extra superior a 500 euros.

Quase todo o território em seca severa em maio, o mais quente desde 1931

  • Jun 20
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Este artigo foi publicado originalmente n’O Jornal Económico a 9 de junho de 2022. Leia o original aqui.

Quase todo o território de Portugal continental estava em seca severa no final de maio, o mais quente e seco dos últimos 92 anos, de acordo com o Instituto português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Quase todo o território de Portugal continental estava em seca severa no final de maio, o mais quente e seco dos últimos 92 anos, de acordo com o Instituto português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A situação de seca meteorológica agravou-se em todo o território no final de maio com um aumento muito significativo da área em seca severa, estando agora 97%, quando em abril estava nos 4,3%, segundo o índice meteorológico de seca (PDSI).

No último dia do mês de maio, 97,1% estava em seca severa, 1,5 em seca moderada e 1,4 em seca extrema.

No final de abril, 8,5% de Portugal Continental estava em seca fraca e 4,3% em seca severa. Não se registava seca extrema.

O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

Além do índice de seca, o Boletim Climatológico do IPMA indica que o mês de maio classificou-se como extremamente quente e muito seco, sendo o mais quente dos últimos 92 anos.

O valor médio da temperatura média (19,19 graus Celsius) foi muito superior ao normal no período de referência (1971-2000), uma anomalia de +3,47 graus.

Já o valor médio de temperatura máxima do ar (25,87 graus), foi no final de maio o mais alto desde 1931, com uma anomalia de +4,91 graus.

Também o valor médio de temperatura mínima do ar (12,52 graus), foi muito superior ao normal, +2,02 graus, sendo o 3.º mais alto desde 1931 (mais altos em 2011 e 2020).

O instituto destaca que o dia 21 de maio foi caracterizado por temperaturas do ar muito elevadas, sendo que em 20% das estações meteorológicas o valor máximo da temperatura do ar foi registado em período noturno, entre as 00:00 e as 08:00.

No que diz respeito à quantidade de precipitação em maio (8,9 milímetros), o IPMA refere que foi muito inferior ao valor normal 1971-2000, correspondendo a apenas 13%.

No final de maio verificou-se uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território sendo de realçar a região do interior Norte e Centro, Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, onde se verificam valores de percentagem inferiores a 20 %.

Exportações do Lidl Portugal representam 2% das exportações nacionais de produtos alimentares

  • Jun 20
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Este artigo foi publicado originalmente n’O Jornal Económico a 8 de junho de 2022. Leia o original aqui.

 

“As exportações do Lidl Portugal representaram, em 2021, 2% das exportações nacionais de produtos alimentares para a União Europeia (um crescimento relevante face ao 1,2% de 2020), tendo sido criados, quase 4.600 empregos em Portugal, de forma indireta, com estas exportações”, segundo o estudo feito pela KPMG.

Segundo o “Estudo de Impacto das Exportações do Lidl na Economia Nacional”, realizado pela KPMG, em 2021, as exportações do Lidl Portugal representaram 2% do total das exportações nacionais de produtos alimentares para a União Europeia.

No total, foram exportados produtos portugueses para 29 países (dos 32, com presença Lidl na Europa) e, por cada um euro gasto em produtos destinados à exportação, foram gerados 1,87 euros na economia portuguesa, conclui o estudo.

“As exportações do Lidl Portugal representaram, em 2021, 2% das exportações nacionais de produtos alimentares para a União Europeia (um crescimento relevante face ao 1,2% de 2020), tendo sido criados, quase 4.600 empregos em Portugal, de forma indireta, com estas exportações – um aumento de 98 postos de trabalho face a 2020; 40% dos fornecedores referem que aumentaram o número de colaboradores devido às exportações com o Lidl”, avança o comunicado da empresa de retalho alimentar.

“Importante é também salientar que 82% das empresas exportadoras são PMEs e que 53% dos fornecedores que exportam através do Lidl foram introduzidos a novos mercados em 2021”, adianta o Lidl.

“Os fornecedores salientam também como o apoio do Lidl na exportação os ajudou”, refere o Lidl que lembra que 73% conseguiu um maior conhecimento das leis e regulação dos mercados de destino; 64%, uma maior adaptação dos produtos aos mercados de destino; 55%, um maior conhecimento dos processos chave que suportam a internacionalização; 27% com ajustes que aumentaram o valor de venda dos produtos.

Em 2021, o Lidl Portugal ajudou a exportar 22.000 toneladas de frutas e legumes, 67 milhões de unidades de padaria e pastelaria, 8.000 toneladas de legumes e leguminosas enlatados, 16.000 toneladas de snacks, lanches e merendas, 2.000 toneladas de peixe e conservas e ainda 5,2 milhões de litros de vinhos e licores, entre muitos outros produtos, para 29 países.

Relativamente a Frutas e Legumes, a diversidade de produtos exportados triplicou face a 2018, com 19 artigos a serem consumidos além-fronteiras, entre os quais Pera Rocha (‘produto-estrela’ com 11.300 mil toneladas exportadas), Melão, Melancia, Laranja, Limão, Nectarinas, Pêssego, Ameixa, Alperce, Couve-Coração e Abóbora, entre outros.

O estudo revela ainda que em 2021, o Lidl Portugal solidificou a exportação de ‘Fruta de Caroço’, com o início da Exportação de Pêssego, Ameixa e Alperce, que se junta à Nectarina, cuja exportação se iniciou em 2020.

No comunicado Bruno Pereira, Administrador de Compras do Lidl Portugal, diz que “os valores deste estudo realizado pela KPMG ilustram o nosso empenho em Portugal e a vontade de levar mais longe o que de melhor produzimos no nosso país, conquistando pela qualidade consumidores cada vez mais informados e exigentes de todos os lugares da Europa. Fazemo-lo em conjunto com os nossos fornecedores parceiros, com quem caminhamos lado a lado, abraçando os desafios inerentes que nos são colocados. Ficamos muito satisfeitos com estes números, que não deixam de ser um grande desafio para o futuro que, como é nosso hábito, estamos prontos para abraçar.”

Já para Pedro Silva, Diretor da KPMG Portugal, “o Lidl tem um papel bastante relevante na dinamização das exportações de um catálogo de produtos alimentares portugueses para diferentes mercados, contribuindo para um maior equilíbrio da balança comercial e para o desenvolvimento e aumento da competitividade da economia nacional e do emprego, designadamente junto das PME”.

Gonçalo Santos Andrade, Presidente da Portugal Fresh diz que “o setor das frutas, legumes e flores em Portugal vale hoje 3841 milhões de euros e representa cerca de 40% de todo o setor agrícola. Em 2021 as exportações ultrapassaram pela primeira vez a barreira dos 1.700 milhões de euros atingindo o valor mais alto de sempre (1731 milhões de euros). E até 2030 estimamos atingir 2.500 milhões de euros de exportações, o que significa um aumento de mais de 48% numa década”.

Neste estudo da KPMG, “reflete-se também que 91% dos fornecedores ajustaram as embalagens primárias, secundárias e terciárias (com medidas de redução e substituição de plástico entre outras) e 50% dos fornecedores implementaram medidas de sustentabilidade e sociais, com a obtenção de certificações Global GAP, GRASP e FSC. Hoje, nas lojas do Lidl em Portugal, mais de 700 produtos são certificados”.

Foram apresentados esta manhã, na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, os resultados do “Estudo de Impacto das Exportações do Lidl na Economia Nacional”, realizado pela consultora KPMG. Esta apresentação contou com a presença do Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, José Miguel Figueiredo, assim como do Presidente da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), Eduardo Oliveira e Sousa, e do Presidente da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade.

“O consumidor tem um papel fundamental nas questões da sustentabilidade”

  • Jun 15
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Gonçalo Lobo Xavier, Director Geral da APED, fala das dificuldades que o sector atravessa e demonstra confiança no futuro.

Sogrape desenvolve plataforma de previsões climáticas para o vinho (com áudio)

  • Jun 14
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Este artigo foi publicado originalmente n’O Jornal Económico a 8 de junho de 2022. Leia o original aqui.

 

A Sogrape foi a única entidade do setor vitivinícola europeu e também a única empresa portuguesa a participar no projeto europeu.

Já está em funcionamento a plataforma que irá ajudar o setor agrícola a enfrentar os desafios colocados pelas alterações climáticas e que contou com a cooperação da Sogrape.

Em comunicado a Sogrape diz que a ferramenta foi desenvolvida no âmbito do projeto europeu Med-Gold. A nova plataforma permite aceder ao histórico e previsões climáticas, para uma melhor gestão das principais culturas do Mediterrâneo, como vinha, olival e trigo duro.

A Sogrape foi a única entidade do setor vitivinícola europeu e também a única empresa portuguesa a participar no projeto, contribuindo para orientar o conhecimento dos parceiros científicos para a criação de serviços que permitissem o acesso a dados históricos, não só climáticos, como de cultura.

Numa altura em que o clima se tornou um fator principal de condicionamento da rentabilidade da atividade agrícola, o Med-Gold é um projeto da União Europeia que visa a melhoria de prognósticos e de planeamento da gestão agrícola, da economia de recursos como combustíveis ou água e, ainda, da redução do uso de pesticidas, contribuindo para a redução do aquecimento global e para o desenvolvimento sustentável do setor.

De acordo com António Graça, o Diretor de Investigação & Desenvolvimento da Sogrape, “a participação no Med-Gold foi uma excelente oportunidade para confirmar o grande impacto que o clima tem no setor vitivinícola e especificamente no sabor e valor do vinho”.

“Este tipo de ferramentas é fundamental para que os gestores agrícolas possam continuar a tomar as decisões certas para que a videira cresça e produza a melhor qualidade possível numa situação de crescente alteração climática”, acrescenta o Diretor de Investigação & Desenvolvimento da Sogrape.

Boston Consulting Group apresenta 30 soluções para ajudar a responder à crise alimentar

  • Jun 14
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Este artigo foi publicado originalmente n’O Jornal Económico a 7 de junho de 2022. Leia o original aqui.

 

Estima-se que 1,7 mil milhões de pessoas possam sofrer um aumento severo de insegurança alimentar e, de acordo com o Instituto Internacional de Política Alimentar, a Rússia e a Ucrânia representam cerca de 12% do total de calorias alimentares comercializadas em todo o mundo.

A perturbação causada pelo conflito da Ucrânia com a Rússia, “tem despoletado uma incapacidade por parte dos sistemas alimentares de armazenarem e distribuírem de forma segura e equitativa alimentos suficientes, bem como os produtos necessários para os produzir”.

Por esse motivo, a Boston Consulting Group (BCG) lançou um relatório intitulado “The War in Ukraine and the Rush to Feed the World”, que explora em detalhe os múltiplos impactos diretos e indiretos deste conflito e apresenta 30 soluções a curto e médio prazo para ajudar a responder à crise e a melhorar a
resiliência dos sistemas alimentares globais.

“A capacidade dos sistemas alimentares globais para abastecer o mundo em tempos de crise estão a ser testados. Estima-se que 1,7 mil milhões de pessoas – a maioria delas em economias em desenvolvimento – possam sofrer um aumento severo de insegurança alimentar e ter preços de energia mais elevados, ou maiores encargos de dívida, de acordo com a Equipa de Intervenção da ONU para o Grupo de RespostaGlobal a Crises”, refere a BCG.

Juntas, a Rússia e a Ucrânia representam cerca de 12% do total de calorias alimentares comercializadas em todo o mundo e ambas são exportadoras críticas de produtos chave, como o trigo (28% do comércio global) e o óleo de girassol (69%), de acordo com o Instituto Internacional de Política Alimentar.

O Programa Alimentar Mundial da ONU (PAM) compra à Ucrânia metade do trigo que distribui por todo o mundo. Além disso, à medida que as exportações destes países caem, alguns outros países líderes nas exportações anunciaram proibições de exportação ou restrições de licenciamento destinadas a proteger os seus próprios stocks de alimentos, lembra a BCG.

O relatório da BCG conclui que é necessário, acima de tudo, “uma resposta humanitária de emergência coordenada e imediata por todas as partes interessadas. Os países devem coordenar-se para identificar e libertar stocks de cereais, bem como aumentar a produção para compensar os défices globais”.

Ao nível da agricultura, a BCG diz que “é aconselhável que participem com ajuda financeira e tecnológica para pequenos produtores e que, se possível, contribuam para a reconstrução da agricultura na Ucrânia”.

No contexto dos países afetados pela crise alimentar, uma alternativa será também encorajar os agricultores a produzir alternativas mais tradicionais e nutritivas aos cereais normalmente cultivados, e é sugerida a introdução de medidas para desencorajar a acumulação de stock e a escalada dos preços”.

Por outro lado, a BCG “considera benéfico apostar em iniciativas de apoio à produção de alimentos, como o Programa de Agricultura Global e de Segurança Alimentar, e trabalhar de perto com os governos e setores privados para fazer chegar ajuda alimentar urgente, onde esta é premente”.

“Outro ângulo possível será implementar tecnologias inovadoras e modelos de negócio que permitam um sistema de distribuição alimentar mais ágil e sustentável”, defende a consultora.

Por fim, “é fundamental a colaboração entre indústrias e governos para partilharem entre si informação e dados relevantes sobre a sua produção, reservas e cadeias de abastecimento”.

A inflação que resulta da invasão da Ucrânia, afeta não apenas os preços dos alimentos, mas também dos produtos agrícolas essenciais, tais como fertilizantes e combustíveis, dos quais a Rússia tem sido um fornecedor chave de longa data. “Cerca de metade da população mundial depende de produtos alimentares que utilizam fertilizantes e uma queda no seu fornecimento poderá afetar severamente as populações expostas até quatro anos, a menos que sejam tomadas medidas imediatas para aumentar as reservas”, refere a consultora.

Além disso, os efeitos da oscilação das perturbações na cadeia de abastecimento de fertilizantes chegarão aos consumidores em todo o mundo, alerta.

“Evitar mais crises deste tipo exigirá a diversificação da produção alimentar através de dietas, cadeias de abastecimento e mercados, bem como enfrentar o endividamento, as desigualdades económicas, e as distorções de mercado que contribuíram para a atual crise”, acrescenta Shalini Unnikrishnan, diretor-geral e sócio da BCG, líder mundial para a Alimentação e Natureza no âmbito do Impacto Social da consultora e co-autora do relatório.

Espanha obriga empresas a ter plano de prevenção e combate ao desperdício alimentar

  • Jun 14
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Este artigo foi publicado originalmente n’O Jornal Económico a 7 de junho de 2022. Leia o original aqui.

 

Multas para bares, restaurantes e supermercados podem chegar aos 60 mil euros. Cidadãos não serão sancionados, mas vão receber guia de boas práticas para evitar desperdício em casa.

O Governo espanhol aprovou esta quarta-feira uma nova proposta de lei que obriga todos os agentes da cadeia alimentar a desenvolver um plano de prevenção para evitar o desperdício. As empresas terão que informar anualmente quanto desperdiçam, bem como incentivar a venda de produtos com prazo de validade em breve, e os restaurantes devem notificar os consumidores de que podem levar as suas sobras e facilitá-lo gratuitamente. Multas para bares, restaurantes e supermercados podem chegar aos 60 mil euros.

Esta norma, a cujas linhas gerais o “El País” teve acesso, designa que a prioridade dos planos de prevenção é o consumo humano, nomeadamente através de doações para entidades como bancos alimentares. As empresas serão obrigadas a assinar acordos com as organizações recetoras que especifiquem as condições de recolha, armazenamento e transporte. O Ministério da Agricultura espanhol destaca a importância da rastreabilidade dos alimentos doados: deve ser possível saber de onde vem cada um.

Caso não seja possível entregar os alimentos para consumo humano, esses alimentos devem ser transformados em outros produtos, como sumos ou geleias. A terceira opção é a alimentação animal. As últimas possibilidades contempladas pelo plano são a produção de subprodutos industriais, e de composto ou combustível.

A nova lei não prevê sanções para as pessoas que desperdiçam nas suas casas, onde se concentra a maior parte (61%) dos resíduos, segundo dados oficiais. A aposta será em campanhas de conscientização, com o estabelecimento de um modelo de boas práticas que também abordará como desperdiçar menos no restantes elos da cadeia. “As causas do desperdício de alimentos estão relacionadas com erros” e práticas inadequadas na produção, transporte, armazenamento e manuseio, bem como a um “comportamento inadequado dos consumidores”, indica o Governo.

O ministro espanhol da Agricultura, Luís Planas, disse na conferência que se seguiu ao Conselho de Ministros que o objetivo da lei é “regular e sensibilizar”: “É um instrumento jurídico pioneiro para evitar a ineficiência na cadeia alimentar, que traz consequências económicas, pela perda do que é produzido e não utilizado; sociais, com uma necessidade não coberta do ponto de vista nutricional; ambientais, pelo uso de recursos naturais; e éticas, num mundo onde infelizmente ainda há fome”.

As famílias espanholas deitam fora anualmente 1.364 milhões de quilos de alimentos, uma média de 31 quilos por pessoa, segundo dados de 2020 do Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação, que contrastam com os 77 quilos que o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA) estimava em 2019. O Executivo quer agora mudar este paradigma. Se for aprovado pelo Parlamento, a Espanha será o terceiro país da União Europeia a aprovar uma norma que visa o comprimento das metas de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da ONU — reduzir pela metade o desperdício global de alimentos per capita —, depois da França e da Itália.